Fonte: SSP/SE
As polícias de Sergipe e Alagoas apresentaram na tarde desta segunda-feira (22), na Academia da Polícia da Civil de Sergipe, em Aracaju, informações acerca da operação deflagrada na madrugada do último domingo (21) quando uma quadrilha de assaltantes de banco responsável por ações nos dois Estados.
A polícia se antecipou a mais um roubo que seria realizado pelo grupo, cuja ação deste domingo se preparava para explodir o cofre do Banco do Nordeste, em Gararu (SE).
As investigações mostraram, ainda, que a quadrilha não tinha conhecimento técnico sobre o manuseio dos explosivos porque explodiam tantos os cashs eletrônicos como toda a agência bancária. Everton destaca também a ousadia da quadrilha que dominava o efetivo policial dos locais onde agiam para impedir a reação da polícia.
O delegado Cristiano Barreto, do Cope, explicou que na ação simultânea das polícias realizada neste final de semana, nas cidades de Traipu (AL) e Porto da Folha (SE), três assaltantes foram presos após atravessar o Rio São Francisco para o território alagoano.
Outros quatro, que estavam escondidos em uma chácara na zona rural de Porto da Folha, receberam a polícia sergipana com tiros de fuzil 762, pistolas e
Um dos que morreram foi identificado como Cleovânio, que era fugitivo em Sergipe e em Alagoas, por diversos assaltos praticados nos dois Estados.
Em 2011, ele foi liberado para participar do aniversário da esposa, mas nunca mais retornou ao presídio. Cleovânio participou de um assalto que acabou com a morte de um policial civil há três anos em Frei Paulo (SE) e passou a integrar a quadrilha de “Bida” e “Nildo Macedo”, presos há seis meses após efetuar um assalto em Piaçabuçu (AL).
Foram presos Erivânio Valeriano Gomes, Jadielson dos Santos, Jeferson Palmeira de Oliveira, Jerdas Dias de Oliveira, conhecido como 'Nem', José Dias de Oliveira e Rosicleide Palmeira de Oliveira. De acordo com a delegada da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic) de Alagoas, Maria Angelita Souza, 'Nem' é o líder da quadrilha.
Ela ressaltou que como o bando agia há mais tempo em Alagoas, o Deic já havia iniciado investigações e chegou prender cinco integrantes no mês de julho. “Eles agiam com extrema violência chegando a colocar bananas de dinamites enrolada no corpo dos gerentes dos bancos”, enfatizou a delegada.
Início das investigações
Por conta das investigações, as equipes policiais montaram barreiras nos dois Estados, em Traipu e Gararu. Percebendo a ação da polícia, os bandidos se recolheram em suas bases de apoio, mas foram localizados pelos policias. Em Alagoas, na perseguição feita pelos policiais alagoanos, o carro usado pelos criminosos encapotou e eles foram presos.
De acordo com a PC alagoana, a quadrilha é suspeita de ter participado também das explosões, nesse mês de outubro, das agências bancárias de Major Izidoro, dia 3, e de Olho DÁgua Grande, na terça- feira, 18.
Dinamites
A polícia dos dois Estados informou que agora há duas preocupações: identificar os foragidos da quadrilha e saber a origem dos explosivos e quem e como eles conseguiram esse material. Vamos solicitar informações do Exército Brasileiro, que é o responsável por este tipo de fiscalização, a fim de descobrir como os criminosos conseguiram esse material, destacou o delegado Everton Santos.
O delegado André Baronto, do Cope, também participou da entrevista coletiva. A ação conjunta entre as polícias de Alagoas e Sergipe contou com equipes do Complexo de Operações Especiais (Cope), Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol) e Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar. Em Alagoas participou a Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), por meio da Seção Especial de Roubos a Banco (Serb).
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