Des. Bernardo Machado da Costa Dória
Nasceu em Propriá, Sergipe a 11 de março de 1811.
Diplomou-se, em Direito, pela Academia de Olinda. Dedicou-se à magistratura e logo foi nomeado juiz de Direito da antiga comarca de Alagoas (1839-1841), da de Vila Nova e da de Propriá, nesta se conservando até o ano de 1854. Foi duas vezes, interinamente, Chefe de Polícia.
Por decreto de 1 de fevereiro de 1854 foi nomeado Chefe de Polícia do Rio Grande do Sul, vindo, posteriormente, ocupar a 1ª Vara Comercial de Recife, nomeado por decreto de 12 de novembro de 1856, onde também, em 1859, foi Chefe de Polícia interino.
Nomeado por Carta Imperial de 18 de fevereiro de 1857 presidente da Província do Rio Grande do Norte. Pelo decreto de 23 de janeiro de 1863, foi removido em 1872, para a do Recife, e para a da Fortaleza que a inaugurou na qualidade de presidente, cargo para o qual foi nomeado em 7 de novembro de 1873. Coube, pois, a Bernardo Machado da Costa Dória a glória de instalar o Tribunal de Relação de Fortaleza a 3 de fevereiro de 1874 em virtude da determinação contida no art. 1º do decreto n.º 5456 de 5 de novembro de 1873.
Voltou por decreto de 17 de abril de 1875 para a Relação do Recife até ser decretada a sua aposentadoria. Em Sergipe desempenhou as funções de terceiro vice-presidente (1851-1854).
Era Conselheiro do Imperador, Oficial da Ordem da Rosa, tendo deixado publicados dois trabalhos: o "Relatório" que apresentou a sua gestão na governança do Rio Grande do Norte e o "Discurso" inaugural da Relação de Fortaleza, da qual passou a ser, em ordem numérica o Primeiro Desembargador.
Faleceu, no Recife, a 5 de outubro de 1878.
Dom Antônio dos Santos Cabral

Em reconhecimento ao seu excelente trabalho, Dom Cabral foi nomeado cônego capitular da Sé de Aracaju e recebeu do Papa em janeiro de 1914 o título de monsenhor. Daí a pouco seu nome seria lembrado para bispo. Para surpresa de muitos, Dom Cabral rejeitou duas vezes, em abril de 1916 e depois em junho de 1917, sua indicação para bispo de Natal. Mas a obediência à voz da Igreja falou mais alto e em 1º de outubro de 1917 foi publicada a bula do Sumo Pontífice Bento XV que o nomeou bispo de Natal.
A Sagração de Dom Cabral deu-se na Catedral Metropolitana, em 14 de abril de 1918. Incansável, ele criou dezenas de instituições católicas na capital do Rio Grande do Norte. Chegou a ordenar oito sacerdotes e tinha iniciado a construção do Seminário e da nova catedral quando foi surpreendido pelo ato da Santa Sé que o transferiu para a diocese de Belo Horizonte. Sua chegada à capital mineira aconteceu em 30 de abril de 1922. A posse de Dom Cabral como bispo aconteceu no dia 30 de abril de 1922. Ele foi residir numa casa denominada Palacete Levindo Lopes, localizada na Rua Guajajaras, 329 , centro de Belo Horizonte. Esse imóvel era alugado e a diocese de Belo Horizonte praticamente não tinha bens. Com o espírito empreendedor que já demonstrara no período que fora bispo de Natal, Dom Cabral "arregaçou as mangas" e se pôs as trabalhar para formar algum patrimônio.
A primeira aquisição foi o casarão da Rua Espírito Santo, onde passou a funcionar a Cúria. Várias paróquias começaram a ser construídas e depois de algum tempo o arcebispo conseguiu comprar o prédio Antônio Daniel da Rocha, localizado na Rua Rio Grande do Norte, onde passou a residir. Lá também começou a funcionar o Seminário Coração Eucarístico de Jesus.
O próximo investimento de Dom Cabral foi adquirir a Vila Anchieta. Resolveu então dividi-la em lotes e vender. Com o dinheiro arrecadado adquiriu a Fazenda Pastinho, no bairro Bela Vista, hoje bairro Dom Cabral. Lá iniciou as obras do Seminário Eucarístico de Jesus. Mais tarde, parte dele se transformaria na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Outra iniciativa de Dom Cabral foi vender o edifício Antônio Daniel da Rocha.
Com o dinheiro arrecadado adquiriu um terreno na Praça da Liberdade, onde construiu o Palácio Cristo Rei. O arcebispo ainda montou um Seminário Preparatório na Avenida Augusto de Lima e adquiriu outros bens para a Arquidiocese. Em 1957 começou a ter problemas de saúde e morreu em 1967, aos 80 anos de idade.
Brasão de armas
Uma das coisas mais belas na vida cristã é que a graça não aniquila nem destrói a natureza. Em cada santo, em cada cristão que vive sob o influxo da graça, em cada um se pode reconhecer o homem, com seu temperamento, com seus gostos, com suas preferências. É o próprio Deus respeitando o homem.

Encontramos um exemplo palpável desta realidade em Dom Antônio dos Santos Cabral. Até nas suas armas se lhe descobre a face do temperamento. Lá está o São Francisco, com o barquinho a vela enfunado, assim mesmo como povoou a sua vivacidade infantil. É o símbolo da Pátria , deste sagrado amor ao Brasil.
Na parte superior do escudo, sobrepondo-se ao símbolo da Pátria - ficam os símbolos da fé, como afirmativa de que aos interesses da terra se sobrepõem os interesses do céu. Lá estão eles, os dois símoblos augustos - o da Santíssima Virgem e o da Eucaristia, como dois brasões que escudam sua vida.
Maria, a mais terna e admirável das mães, cuja devoção vale para todos como um penhor de salvação. E a Eucaristia, vida e alimento nosso, paixão máxima de todas as almas de apóstolo. Dom Cabral quis colocar a Eucaristia como instrumento vivificador de todos os seus empreendimentos: "PER EUCHARISTIAM VIVAT IN NOBIS CHRISTUS". É um lema que, realmente, informou toda sua atividade.
(Trecho do livro DOM CABRAL E SUAS OBRAS, 1943. Ed. Imprensa Oficial. Pe Juvenal Honório dos Santos)
Carlos Augusto Ayres de Freitas Britto
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral http://www.tse.gov.br/internet/institucional/ministros/carlos_augusto.htm |
Dr. José Rodrigues da Costa Dória

2) Rodrigues Doria. Surgem em Propriá na segunda metade do século XVIII. O ancestral mais antigo é o cel. Antonio Rodrigues da Costa Doria. Dele era bisneto Rodrigues Doria - José Rodrigues da Costa Doria, que foi deputado federal e presidente de Sergipe, conhecido como Rodrigues Doria. Os Sampaio Doria de S. Paulo (Antonio de Sampaio)
“O que a imprensa verdadeiramente não tolera é a minha independência de caráter. Não adulo. Quero amigos, e não servos, tenho amigos, mas não superiores. Nunca traspuz o limiar da casa de um doente, em Sergipe, pensando em remuneração, indagando a que partido pertencia ou se tinha votos para me dar” Presidente José Rodrigues da Costa Dória,
“O que a imprensa verdadeiramente não tolera é a minha independência de caráter. Não adulo. Quero amigos, e não servos, tenho amigos, mas não superiores. Nunca traspuz o limiar da casa de um doente, em Sergipe, pensando em remuneração, indagando a que partido pertencia ou se tinha votos para me dar” Presidente José Rodrigues da Costa Dória,
“Jornal do Povo”, Aracaju, 13-12-1922
Presidente de Sergipe José Rodrigues da Costa Dória
Eleito em 30-7-1908, José Rodrigues da Costa Dória, e empossado em 24-10-1908 no mesmo ano em que foi instalados em Aracaju, os bondes puxados a burros. É um grande nome, esclarecido, independente, não patrocina ambições menores. Medico em Laranjeiras (1883/1885) deixa o interior para fazer faculdade de Medicina na Bahia, Professor da faculdade de Medicina (5-12-1885) e, igualmente, em Salvador , da Faculdade de Direito (17-3-1891) ele, em 1897 e deputado federal atuante, corajoso, mesmo com “estado de sitio” O melhor dos escritos de Rodrigues Dória é o que “traçou sobre a maconha em 1915, trabalho hoje clássico,
que assinala o ponto inicial das pesquisas brasileiras a respeito do assunto” segundo suas declarações ao jornal carioca A Noite, em 21-8-1935, foram os escravos que “nos trouxeram o,,vicio da maconha, participou em Washington. Do 2° congresso cientifico Pan-Americano quando trata dos fumadores de maconha, efeitos e males do vicio. Rodrigues Dória escreve ao
Jornal de Sergipe, de Aracaju – “ desde criança via fumar a erva em Própria” a excitação muita vez desperta a veia poética de alguns, outras vezes era causa de rixas, brigas, pancadaria, intervenção da policia” 4-9-1935. O Presidente José Rodrigues da Costa Dória determina que o tesouro, por falta absoluta de dinheiro e de credito, suspenda todo e qualquer pagamento, o
próprio Presidente não recebe, durante meses, a remuneração do cargo, este e um dos resultados da política de Olimpio Campos e seu incompetente irmão, o ex. Presidente Guilherme Campo. foi de Rodrigues Dória a idéia da construção da estrada de ferro
Própria/Timbó por sua influência como deputado federal foi ele quem instituiu o Serviço de Identificação Datiloscópica, torna efetiva a exigência de concurso no preenchimento dos cargos de magistério e do tesouro.
Ato do Presidente José Rodrigues da Costa Dória
A professora Isabel Giudice Lima, da Lagoa Vermelha (Boquim), que deseja, no ultimo período de gravidez, 90 dias de licença e exara o famoso despacho: “Concedo sem vencimento visto não constitui moléstia o estado Da suplicante nem situação independente da sua vontade”
O Presidente Rodrigues Dória não fecha os olhos e os ouvidos à criticas, não considera o
adversário como inimigo. Ele tem, contudo, inimigos passionais, intolerantes, coso de
Gilberto amado, deputado federal na eleição de 30-1-1915. Rodrigues Dória, Presidente
de Sergipe, nomeia Gilberto Amado para um lugar na Escola Normal mas, como ele vai morar
em Recife, o Governo suspende o pagamento dos vencimentos. Dois anos depois, Gilberto
Amado “requereu o pagamento dos vencimentos não recebidos”, mas o Presidente indeferiu a
petição
adversário como inimigo. Ele tem, contudo, inimigos passionais, intolerantes, coso de
Gilberto amado, deputado federal na eleição de 30-1-1915. Rodrigues Dória, Presidente
de Sergipe, nomeia Gilberto Amado para um lugar na Escola Normal mas, como ele vai morar
em Recife, o Governo suspende o pagamento dos vencimentos. Dois anos depois, Gilberto
Amado “requereu o pagamento dos vencimentos não recebidos”, mas o Presidente indeferiu a
petição
Neiva Chaves Zelaya - (Propriá, 30 de outubro de 1925 — Brasília, 15 de Novembro de 1985), mais conhecida por Tia Neiva, foi uma auto-proclamada médium clarividente brasileira que fundou o Vale do Amanhecer, movimento que agrega elementos de várias religiões.
Neiva cresceu na região da cidade de Jaraguá, norte de Goiás, com sua família. Seu pai, Antônio, sua mãe, D. Sinharinha, e seus irmãos, Nivaldo, José Luís e Linda. Casou-se, aos 18 anos, com Raul Zelaya Alonso, então secretário do engenheiro Bernardo Sayão e com ele teve 4 filhos: Gilberto, Carmem Lúcia, Raul Oscar e Vera Lúcia. Ficou viúva aos 22 anos e, sem recursos, buscou atividades comerciais para sobreviver - abriu o Foto Neiva, em Ceres, trabalhou como costureira, agricultora e, por fim, aprendeu a dirigir e se tornou, até onde sabemos, a primeira motorista profissional do Brasil.
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Primeira Mulher caminhoneira do Brasil |
Em 1958 deixou o Núcleo Bandeirante, onde começara sua missão espiritualista, e junto com seus filhos Gilberto, Carmem Lúcia, Vera Lúcia e Raul, e mais cinco famílias espiritualistas, fundou, em 8 de novembro de 1959, a União Espiritualista Seta Branca - UESB, na Serra do Ouro, próximo a Alexânia (GO).
No templo iniciático, pacientes eram atendidos pelos médiuns que ali residiam, em construções de madeira e palha. Tia Neiva mantinha ali, também, um hospital e um orfanato com cerca de oitenta crianças. Plantavam, faziam farinha para vender e pegavam fretes.
Em 9 de novembro de 1959, Tia Neiva ingressou na Alta Magia de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em 1964 mudou-se para Taguatinga, onde funcionou a Ordem Espiritualista Cristã. Neste mesmo ano Tia Neiva foi internada por causa da tuberculose.
Após longa busca, Tia Neiva e seu grupo chegaram a Planaltina (Distrito Federal), em 9 de novembro de 1969, onde fundou o atual Vale do Amanhecer.
Hoje, o Vale do Amanhecer conta com cerca de 100 mil médiuns, atuantes em cerca de 650 templos no Brasil e em outros países.
DJ Dolores
Hélder Aragão
Propiá, Sergipe

Biografia
Cantor. Compositor.
Nascido em Propriá/SEDados Artísticos
Apareceu inicialmente formando a dupla Dolores & Morales, com o Hilton Lacerda (roteirista de videoclipes da Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e Mestre Ambrósio, assim como de capas de discos de várias bandas da cena Mangue-Beat).
No ano de 1998, ao lado de outros importantes músicos e compositores da música pernambucana (integrantes dos grupos Eddie e (...)
No ano de 1998, ao lado de outros importantes músicos e compositores da música pernambucana (integrantes dos grupos Eddie e (...)
Obras
- A dança da moda Tema do folclore alagoano recolhido pelo grupo Comadre Fulorzinha)
- Adorela (c/ Fábio Trummer, Mr. Jam, Gerson Veras e Natinho)
- Catimbó
- Catimbó (remix)
- Contraditório (c/ Lucio Maia e Pio Lobato)
- Nordestina (c/ Maciel Salustiano)
Discografia
- (2005) Aparelhagem • Azougue Discos • CD
- (2002) Contraditório? • Candeeiro Records/Trama • CD
- (2001) Rumos Culturais • Itaú Cultural • CD
- (2000) Caipiríssima • vários • CD
- (1999) Baião de Viramundo • vários • CD
- (1999) Reginaldo Rei • vários • CD
Shows
- DJ Dolores & Orchestra Santa Massa. Centro Itaú Cultural, SP,
- DJ Dolores & Orchestra Santa Massa. Festival Abril Pro Rock, Recife, PE,
- DJ Dolores & Orchestra Santa Massa. Projeto Nordestes, SP,
- DJ Dolores & Orchestra Santa Massa. Festival Rec Beat Carnaval, Recife, PE,
- DJ Dolores & Orchestra Santa Massa. Free Zone, SP,
- DJ Dolores & Orchestra Santa Massa. Free Jazz Project, RJ,
Bibliografia Crítica
- ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
- AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008.