Áudio: Collor chama governador de Alagoas de 'estelionatário político'


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Senador foi eleito presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado
novela que conta a história das desavenças entre o senador Fernando Collor (PTB) e o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), ambos possíveis candidatos ao Senado Federal em 2014, teve mais um capítulo nesta terça-feira, 26. O ex-presidente rebateu as acusações do chefe do executivo estadual, a quem chamou de 'estelionatário político'.
Collor foi eleito, por unanimidade, na tarde desta terça, 26, presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal. Ainda nos momentos de cumprimentos dos senadores por sua eleição, o senadorrecebeu a notícia dos ataques do governador Teotonio Vilela (PSDB), durante a solenidade de instalação do governo no Sertão. 
“A preguiça do Téo deixou R$ 10 milhões do governo federal adormecidos no Palácio por sete meses. Quem vai julgá-lo por esse crime contra os sertanejos é o povo alagoano”, respondeu o senador.
Collor considera lamentável a atitude do governador. “Ele passou seis anos sem levar o governo para o Sertão. Quando assim o faz, sob pressão da sociedade e críticas dos prefeitos, resolve antecipar a campanha eleitoral”, reagiu o senador, que relembrou o fato de ter participado, ao lado do governador Geraldo Bulhões, em 1991, do início das obras do Canal do Sertão. “Vai trabalhar, governador. O senhor é um estelionatário político, porque prometeu saúde, segurança e educação e o quadro só vem agravando em Alagoas”.
Aproveitando sua eleição para presidência da Comissão de Serviços de Infraestrutura, uma das mais importantes do Congresso Nacional, o senador Fernando Collor rememorou sua passagem anterior pela mesma Comissão, quando Lula exercia o primeiro mandato de presidente da República. “Foi aí que solicitei a Lula a inclusão do Canal do Sertão no Programa de Aceleração do Crescimento-PAC. Ele concordou e o ritmo da obra mudou”, relatou o senador do PTB alagoano.
Pelo PAC, o Canal do Sertão avançou e mais nenhum centavo do Tesouro do Estado precisou ser investido na obra. Segundo Collor, em dois mandatos, Lula garantiu R$ 440 milhões, o que significa 2000% a mais do que FHC destinou para a mesma obra, que irá contemplar 42 municípios e beneficiar um milhão de alagoanos na fase plena de operação. “Por que o Vilela não revela que o governo tucano praticamente sepultou o Canal?”, pergunta.
O senador ainda elogia a presidenta Dilma, que, em dois anos de gestão, manteve o compromisso de seu antecessor e já destinou R$ 88 milhões para o Canal. “É por essa injeção de recursos que a obra está saindo efetivamente do papel, com os primeiros 65 quilômetros prontos para operar. Se o presidente dele tivesse priorizado durante aqueles oito anos, o Canal já estaria em funcionamento há mais tempo”, concluiu Collor, referindo-se a FHC.
"Saúde em Alagoas está em estado crítico"
Ao discursar em Plenário nesta quarta-feira (27), o senador Fernando Collor (PTB-AL) declarou que a situação da saúde pública em seu estado, Alagoas, é cada vez mais crítica. Disse também que, "dada a incapacidade, a inoperância e a letargia da administração do governador [Teotonio Vilela Filho, do PSDB], os prognósticos de solução são os piores possíveis".
Segundo Collor, os problemas envolvem desde a deterioração e a carência de unidades, leitos e equipamentos até as condições de trabalho e remuneração dos profissionais da saúde, incluindo a falta desses profissionais e sua distribuição desigual pelos municípios.
– O povo alagoano está cada vez mais jogado à própria sorte quanto à oferta de serviços na rede pública de saúde – protestou o senador.
Como exemplo dessa situação, Collor informou que haveria, atualmente, 45 hospitais públicos fechados no interior do estado e que os dois principais hospitais de emergência de Alagoas estariam superlotados.
Outro ponto ressaltado pelo senador foi a situação dos médicos. Ele frisou que uma denúncia do Conselho Regional de Medicina aponta não só salários defasados para essa categoria, mas também a falta de estrutura para o exercício do trabalho. Nesse contexto, observou, a maioria dos jovens recém-formados busca oportunidades e melhores salários em outros estados. A distribuição desses profissionais é outra questão: quase 95% estariam concentrados na capital, Maceió.
– É por motivos como esses que os médicos fizeram uma greve de mais de dois meses para questionarem a postura do Executivo estadual – assinalou, acusando o governo local de manter "contratos de boca" com médicos que atuam no interior.
Ao reiterar que o governador de Alagoas precisa priorizar a saúde, Collor defendeu medidas como a valorização dos profissionais do setor e investimentos "pesados" nas unidades de atendimento. E ressaltou que é necessário encontrar "tanto soluções emergenciais quanto definitivas, criativas mas também factíveis".
*atualizado às 18 horas
por Redação com Assessoria

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