Calor aumenta risco de desidratação


Ingestão de água deve ser reforçada

Adultos devem ingerir diariamente de 1,5 a 2 litros de água, no mínimo (Foto: Arthuro Paganini)
Cansaço, tonturas, cabelo e pele secos, dor de cabeça e sonolência podem ser sinal de desidratação, isto é, da falta de água no organismo. “A própria sede é um indício de que o indivíduo já pode estar levemente desidratado”, explica a professora do curso de Nutrição da Universidade Federal de Sergipe, Elma Wartha, Doutora em Ciência dos Alimentos, chamando atenção para o fato de que não é correto esperar sentir sede para beber água.

A desidratação ocorre quando a água perdida de forma natural pelo organismo – em especial pela urina e pelo suor - não é suficientemente reposta. Como a perda é acentuada em épocas de forte calor, principalmente porque a transpiração é mais intensa, os riscos são maiores no verão. Por isso, neste período, os cuidados com a hidratação devem ser redobrados.
Para adultos, a médicos e nutricionistas recomendam a ingestão diária de 1,5 a 2 litros de água, no mínimo. “Isso corresponde a uma quantidade que varia entre seis e oito copos de 250 ml. Além disso, alimentos como frutas, sucos e água de coco podem ser consumidos adicionalmente. Mas vale ressaltar que beber água é a melhor forma de se hidratar”, orienta Elma Wartha.
Elma Wartha explica que as necessidades de crianças e idosos são diferentes
Crianças e idosos
As crianças devem ingerir entre 1 e 1,5 litro de água por dia (de quatro a seis copos), enquanto para os idosos a quantidade mínima ideal é 1,5 litro. Entretanto, a nutricionista lembra que, quando ocorre algum tipo de desrregulação no organismo, a ingestão deve ser maior. “Se o indivíduo apresenta quadro de diarréia e vômitos, ele perde muita água. O mesmo ocorre com pacientes que têm diabete tipo I descompensada, que eliminam muita água pela urina”, exemplifica.
Nutrição
Ainda de acordo com Elma, apesar de a água ingerida não fornecer energia ao organismo de forma direta, a maior parte dos nutrientes essenciais à vida é liberada a partir de reações com a água. “Como se pode perceber, a hidratação é importantíssima. O excesso de água é facilmente excretado, por isso não há uma recomendação de nível de ingestão máxima diária”, reforça a professora.
Frutas e sucos devem ser consumidos adicionalmente
Confira abaixo algumas informações e dicas da nutricionista Elma Wartha:
Ar-condicionado: “O ar-condicionado deixa o ambiente mais seco, reduzindo a umidade do ar e, consequentemente, favorecendo doenças respiratórias, devido à disseminação de micro-organismos. Sendo assim, deve-se beber muita água para aumentar a hidratação e o muco, o que facilita a eliminação de qualquer elemento estranho que penetre nos pulmões”.
Atividades físicas: “A atividade física não deve ser realizada em ambientes e horários de calor intenso, porque a perda de líquidos e eletrólitos (sódio, potássio e magnésio) é maior. Além do mais, pode ocorrer dilatação dos vasos sanguíneos, o que pode acarretar tonturas e desmaios. O ideal é praticar exercícios físicos no período da manhã ou no final da tarde, quando a temperatura está mais amena, usar roupas leves e sempre beber muita água”.
Não há recomendação de nível de ingestão máxima diária de água (Foto: Arthuro Paganini)
Desidratação: “Fadiga (cansaço), náuseas (tonturas), pele fria e pálida, boca e pele secas, olhos fundos, ausência ou pequena produção de lágrimas, diminuição da sudorese, episódios de dor de cabeça, sonolência, fraqueza e aumento dos batimentos cardíacos podem ser sinais de desidratação. A sede é um indício de que o indivíduo já pode estar levemente desidratado”.
Mitos: “Existem vários mitos acerca da hidratação. Por exemplo: tomar café e depois beber água pode entortar a boca; tomar água durante a prática de exercícios físicos aumenta a barriga; chupar manga e beber água pode causar dor de barriga; beber água depois de comer abacaxi criar ‘barriga d'água’; água não se toma depois de chás, doce de batata e farofa porque incha a barriga; quem come coalhada não deve beber água depois para não ter indigestão. Tudo isso é mito”.
Por Gabriela Melo

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