68% DOS MUNICIPIOS NÃO PAGARAM SALÁRIOS


Até o momento professores de 51 dos 75 municípios sergipanos não receberam os salários relativos ao mês de dezembro. A ação de várias administrações municipais nos últimos meses levou o SINTESE a fazer o levantamento dos municípios que não têm cumprido os preceitos constitucionais de pagar os salários dos trabalhadores. Isso sem falar nos atrasos no pagamento do 13º salário entre outros direitos que estão previstos nos planos de carreira.
Os municípios que ainda não pagaram o salário do mês de dezembro:

Agreste - Carira, Itabaiana, Macambira, Pedra Mole, Campo do Brito, Malhador, São Miguel do Aleixo, Pinhão, Ribeirópolis, Moita Bonita, São Domingos.
A prefeitura de Moita Bonita informou que fará o pagamento dos salários no dia 10.

Sertão - Porto da Folha, Gararu, Nossa Senhora da Glória, Feira Nova, Cumbe, Nossa Senhora Aparecida, Monte Alegre, Graccho Cardoso.

Baixo São Francisco - Aquidabã, Canhoba, Malhada dos Bois, Cedro de São João, Telha, Muribeca, Ilha das Flores, Japoatã, Neópolis, Pacatuba e Santana do São Francisco

Centro-Sul - Poço Verde, Boquim, Lagarto, Salgado, Riachão do Dantas

Sul  - Cristinápolis, Arauá, Umbaúba, Tomar do Geru, Santa Luzia do Itanhy, Indiaroba.

Vale do Cotinguiba - Capela, Pirambu, Maruim, Rosário do Catete, General Maynard, Santo Amaro.

Metropolitana - São Cristóvão, Divina Pastora, Barra dos Coqueiros. Nesta última os educadores costumam receber no 5º dia útil (nesse mês dia 08/01)

Desequilíbrio

O não recebimento dos salários tem causado desequilíbrio financeiro e também emocional às famílias dos professores. De certa forma até os comerciantes têm sofrido o efeito dessa ação inconstitucional dos chefes do Poder Executivo.

O magistério de três cidades vive situação ainda mais drástica. Em Aquidabã, Telha e São Francisco desde novembro os professores não recebem pagamento.

Já em Santana do São Francisco a administração municipal pagou somente 3 dias de salário no mês de outubro. “Estamos há 120 dias estamos sem receber salário, se não fosse a ação do sindicato em distribuir cestas básicas vários professores e suas famílias já estariam passando fome”, conta Geise Morais que é professora em Santana e faz parte da coordenação da sub-sede Baixo São Francisco do SINTESE, em Neópolis.

Desde que começaram os atrasos, o sindicato tem buscado o auxílio do Ministério Público para que órgão (através de ação civil pública) solicite o bloqueio das contas dos municípios para que os salários dos professores (e em alguns municípios dos demais servidores) sejam garantidos.

Com o novo cenário que se apresenta em 2013 (vários novos prefeitos tomaram posse) o SINTESE tem solicitado audiências para que a situação de atraso seja revertida.

Ascom Sintese

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