Identificado responsáveis por divulgar vídeos de alunas

Uma das jovens declarou que não foi forçada a dançar
O vídeo teve seis mil acessos na internet (Fotos: Portal Infonet)
A direção da Escola Estadual Dom Luciano José Cabral Duarte já conseguiu identificar quem teria postado nas redes sociais um vídeo envolvendo duas adolescentes, uma de 16 e outra de 15 anos, que participaram de uma festa do grêmio estudantil e foram filmadas realizando coreografias que simulavam atos sexuais.
Em uma reunião realizada nesta quinta-feira, 25, entre os familiares das jovens, o conselho tutelar e a direção da escola, um representante do grupo confirmou que o vídeo foi postado pelos integrantes da banda.

No intuito de se defender, André Lucas dos Santos, baixista da banda, esclareceu que o grupo não teve a intenção de prejudicar as garotas. “Nós não sabíamos que elas eram menores. Nós postamos esse vídeo e mais quatro no mesmo dia, sem a menor intenção de denegrir a imagem de alguém. De forma alguma a gente imaginou que ia ter essa repercussão até mesmo porque foi mais um vídeo postado”, garante.
André Lucs (vermelho) diz que a intenção não foi prejudicar as jovens
André Lucas ainda aproveitou a oportunidade para pedir que as mães das jovens não levem o caso a diante. “Eu peço encarecidamente que elas tenham consciência de que isso não foi intencionado e que elas não levem isso a frente. Nós estamos dispostos também a pedir desculpa de qualquer maneira, independentemente da atitude que elas vão tomar, porque nós reconhecemos o nosso erro e tão logo elas pediram nós tiramos o vídeo da rede”, esclarece .
Festa
O episódio ocorreu no dia 19 de outubro em uma festa organizada pelo grêmio estudantil do Dom Luciano e que contou com a participação de um grupo de pagode. Em um determinado momento da comemoração, duas jovens foram até o palco e deram início a dança sensual que foi gravada e postada na internet. Tão logo foi parar na rede social, o vídeo foi visto e compartilhado por diversos alunos, chegando a marca de seis mil acessos.
Estatuto
A jovem de 16 anos afirmou que não foi forçada a dançar no palco
Em seu artigo 240 o Estatuto da Criança e do Adolescente ( ECA) prevê punição para quem produzir, reproduzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente.
Segundo o conselheiro tutelar do 3º distrito, José Pereira Gomes, o ato dos integrantes da banda é passível de punição. “O estatuto é claro, para divulgar qualquer imagem envolvendo adolescentes deve se ter muito cuidado. Eles confessaram que gravaram todos os vídeos e postaram na internet, mas por outro lado eu vejo que ninguém as botou forçado para fazer isso, elas foram espontaneamente. Vou conversar com as mães delas para ver se querem tomar alguma atitude contra a banda. O conselho vai desempenhar um papel harmonizador, pois verificamos que não houve violação aos direitos delas pelo fato de ir ao palco, mas quando divulgaram as imagens”, relata.
Uma das jovens de 16 anos que participou da dança declarou que não tem intenção de prejudicar o grupo. “Por mim esse caso não vai para a justiça, porque a gente foi porque quis e eles agiram sem pensar no momento em que colocaram o vídeo na internet. Assim que vi a repercussão, procurei os meninos e pedir que eles tirassem o vídeo da internet e eles retiraram”, relata uma das jovens.
Por Aisla Vasconcelos

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