Hotel fecha e deixa 108 pessoas desempregadas

Parque dos Coqueiros encerrou suas atividades nesta segunda


O Hotel Parque dos Coqueiros, localizado no bairro Atalaia Velha, fechou as portas na tarde desta segunda feira, dia 19, e deixou 108 pessoas desempregadas. O estabelecimento, que já tinha sua instalação e seu terreno arrematados em leilão, recebeu o parecer favorável à decretação de falência no dia 23 de fevereiro.


Em frente ao estabelecimento, estavam reunidos diversos ex-funcionários desesperados e clamando por uma solução. Josineide Santos Silva, que prestava serviços para o hotel como camareira há 11 anos, não consegue aceitar a situação: “Na quinta feira, modificaram a diretoria do hotel e somente hoje avisaram que não poderíamos mais entrar aqui, não sei como eles podem fazer isso”, reclama.


Enquanto os mesmos conversavam entre si pensando em procurar uma orientação junto ao Ministério do Trabalho, outros funcionários, que entrariam no turno da tarde, chegavam em busca de maiores informações. “Nós queremos saber o que podemos fazer agora, ninguém nos explica nada. Não sabemos quem procurar, nos pediram para aguardar uma semana, mas o que acontece depois dessa semana ninguém explica”, desespera-se Ana Cristina Santos, que presta serviços para o hotel há nove anos.

José Edvam Santos e José Francisco, capitão porteiro do hotel há 22 anos e encarregado da lavandeira há 19 anos respectivamente, reclamam que além do mal pagamento do FGTS, alguns funcionários estão com a folha de pagamento em atraso e outros estão há anos sem receber férias. “Nós só queremos o que é nosso, nunca recebemos FGTS direito, eu trabalho aqui há 19 anos e só tenho R$ 2.500 no meu fundo de pensão”, denuncia José Francisco. “Não tem condições de acontecer uma coisa dessas, eu trabalhei aqui a minha vida toda. E agora o que vai acontecer? Vou pra rua e fica por isso mesmo?”, questiona Edvam.


Segundo o administrador judicial que no momento está tomando decisões pelo hotel, Arivaldo Barreto Conceição Junior, desde quinta feira, 15 de março, a Justiça Estadual está responsável pelo local. Ele conta que a determinação da Justiça é que dentro de dez dias todos os bens móveis do estabelecimento sejam retirados e catalogados. Ainda segundo o administrador, esse trabalho está sendo feito por cinco oficiais de justiça.
Quanto à situação dos funcionários, o administrador explica que os casos trabalhistas foram analisados e até o momento foram constatados 14 casos de atrasos na folha de pagamentos. Sobre os demais direitos oriundos da demissão forçada, por conta do decreto de falência, o administrador conta que os funcionários serão orientados a dar entrada em processos judiciais junto ao Ministério do Trabalho. “Nós vamos pagar os atrasados, providenciar a baixa de carteiras e orientá-los sobre a melhor forma de conseguir os seus direitos”, conta Arivaldo.


Hospedes aguardando transporte para outros hotéis


Outros atingidos pelo fechamento foram os hóspedes do hotel, que se amontoavam no hall do mesmo em meio a bagagens aguardando por vans e taxis para serem levados até outros hotéis. Gustavo e Belga Fonseca, que vieram de São Paulo para passar a lua de mel em Aracaju, contam que só descobriram que teriam que deixar o hotel quando voltaram para o mesmo após o almoço. “Recebemos um informativo impresso avisando que o hotel seria fechado, sem maiores informações”, conta Belga. “Só soube para que hotel seríamos encaminhados porque fui no balcão de informações. Essa situação é absurda, estamos desperdiçando os últimos dias da nossa lua de mel com esses problemas”, reclama Gustavo.

José Carlos, também de São Paulo, reclama da falta de respeito para com os clientes do hotel, dizendo estar lá esperando um transporte há 4 horas. “Viemos em um grupo de 12 pessoas para aproveitar uns dias na cidade e nos deparamos com uma situação dessas, de ter que arrumar as malas correndo, de não saber para onde seremos levados, escolhemos esse hotel porque queríamos ficar aqui”, indigna-se José.

Fonte: Infonet

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