Amorim: "Votamos e pedimos votos pra Déda. Não tem sentido sair atirando nele"


Por Joedson Telles

Universo Político.com - Os comentários nos bastidores da política é que o governo busca maioria na Assembleia e o assédio está sendo grande. Isso de alguma forma preocupa o PSC?
Edvan Amorim - Em hipótese alguma. É bom esclarecer isso. Na entrevista que eu dei, após a reunião que tive com os deputados (depois da eleição da Mesa da Alese), todos eles desejaram continuar apoiando o governo. O que está havendo são informações desencontradas. Você pode olhar: tirando o deputado Arnaldo Bispo (DEM), todos que irão para o governo, se não serão os mesmos que apoiavam antes. A diferença vai ser um caso aqui, outro acolá. Mas, do nosso grupo, todos foram autorizados a fazer seus entendimentos para aprovarem os projetos do governo na Assembleia. Não há uma briga de foice com o governador. Não há uma questão pessoal. Não há absolutamente nada disso. Ocorre que a eleição da Assembleia foi uma eleição dos parlamentares, e tem que ser respeitada, ao ponto de o governador está chamando os deputados, conversando. Aqueles com os quais ele se exaltou mais, está pedindo desculpas, e a vida continua. Os anúncios dos deputados, tirando os deputados do DEM, serão os mesmos. O que tem entre os deputados que fazem parte do nosso bloco é compromisso político com o nosso grupo.

U.P. Mas o deputado Zeca da Silva diz que, no momento que ele foi exonerado, foi uma exoneração em grupo, já que ele foi para o governo num consenso do grupo...
E.A. - Essa questão de cargos no governo eu tenho dito o tempo inteiro que eu sou contra. Nós indicamos seis pessoas, três secretários titulares e três adjuntos. Eu não indiquei uma sétima pessoa. Então, as pessoas quando o governador quis e bem entendeu demitiu. A vida continua, o deputado Zeca continua deputado e ele vai dizer o que quer fazer do voto dele na Assembleia. O voto é dele, e ele faz o que achar que deve fazer. Não tem nosso nenhum impedimento para que ele vote contra ou a favor dos projetos do governador.

U.P. - O grupo já disse que não fará oposição por oposição. Mas, em 2014, o PSC terá candidato ao governo do Estado, e o vice-governador Jackson Barreto já disse que não abre nem para um trem. Como é que fica essa bancada? Dará sustentação ao governo Jackson Barreto, caso Déda se afaste para disputar o Senado?
E.A. - A nossa bancada tem compromissos políticos, ao menos é o que eles dizem e eu acredito, com o nosso projeto. Então, 2014 está muito distante. Deixe as coisas rolarem. No momento é muita paz, muita tranquilidade. E, se houve excesso de algumas partes, hoje não tem mais. Então, está todo mundo dialogando. E isso tudo poderia ter sido feito antes, mas, evidente, que as coisas depois que tem o resultado que se teve passa a dialogar mais. Evidente que o governador está chamando os deputados, como Adelson Barreto que ele falou coisas assim não muito boas no dia da eleição.

U.P. - E essa mudança de Luciano Bispo (trocando João Alves por Déda) surpreendeu?
E.A. - Eu não fiquei surpreso porque em Itabaiana a política é diferente. Agora, tem que se avaliar se foi bom para o prefeito, mas isso é uma decisão que cabe exclusivamente a ele.

U.P.- Até ontem, Luciano Bispo criticava muito o governo Marcelo Déda. Isso pode pesar deforma negativa para ele, na hora que o eleitor comparecer às urnas?
E.A.- Fica esquisito. Eu, há um ano e meio, estava em cima de uma caminhoneta com o governador Marcelo Déda pedindo voto. Então, não tem nenhum sentido, hoje, sair da base do governo e sair atirando no governo. Isso de mim não vai proceder, bem como aqueles que faziam oposição cerrada ao governador, hoje, sair defendendo? O povo não vai entender essas posições. É preciso que todo entendimento político olhe primeiro para o povo para saber o que ele vai achar disso. Eu, particularmente, discordo de quem está no governo e depois sai atirando no governo por um motivo ou por outro, e daqueles que faziam oposição cerrada que também venham para o governo. Nós votamos em Marcelo Déda e pedimos voto para ele. Então, não tem sentindo, hoje, a gente sair atirando no governo.

U.P.- E as eleições de Aracaju?
E.A. - Temos pré-candidatos e vamos aguardar os fatos para depois da Semana Santa.

U.P. - Mas já definiu se tem candidato próprio ou se vai compor? Comenta-se que o PSC pode indicar o vice de uma possível candidatura do deputado federal Valadares Filho. Como o senhor avalia isso?
E.A. - Tudo é possível, mas nós temos três pré-candidaturas: a de Laércio Oliveira, do deputado Zeca, e, agora, a de Anderson Góes. Vamos aguardar a hora certa, tomaremos a decisão certa ouvindo todos eles.

U.P. - Uma composição do PSC com João Alves é mera especulação?
E.A. - Nós só podemos partir para uma conversa mais objetiva em relação à aliança depois que ficar descartado a candidatura própria.

U.P. - O passar do tempo não enfraquece o grupo, caso queira mesmo indicar o próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, já que o governador Marcelo Déda está recompondo a sua base?
E.A. - Essa questão de conselheiro fica restrita a cada deputado, e eu não vou me meter nisso. Nós tínhamos uma ideia que era a de apoiar o candidato Belivaldo Chagas, eu falei com ele respaldado pelos deputados e os deputados, hoje, diante disso tudo, mudaram de opinião. Como eu não voto, prefiro não opinar mais sobre assunto.

U.P. - O senhor acha que essa animosidade criada entre um grupo e outro pode prejudicar a governabilidade?
E.A. - Não vai ter nenhum problema em relação à governabilidade. Isso eu disse antes, e estou dizendo hoje. Antes de o governador ter a conversa com os parlamentares, eu já tinha dito que estavam todos autorizados a conversar com o governo. O que está precisando ter é diálogo. Então, se abriu o diálogo. Nada melhor que uma conversa. Você pode ver o que está acontecendo em nível nacional. Está a maior confusão no congresso, o PR no Senado já saiu da base aliada, isso tudo é falta de diálogo. Onde não existe diálogo, existe problema. E onde existe diálogo deixa de ter problema.




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