Piranhas/AL: afogamento poderia ter sido evitado se houvesse equipamento de mergulho




Piranhas/AL - Um jovem de 25 anos da cidade de Tapera/Alagoas faleceu vitima de afogamento na Prainha da Cidade de Piranhas/Alagoas quando, ao deixar seus familiares na mesa foi até o rio para tomar banho e não mais voltou.
Adeval Marques

O jovem ainda conseguiu acenar com as mãos pedindo socorro que, sem a presença do guarda vida no local, foi em vão o pedido e assim submergiu no local chamado de porto das balças, onde atualmente funciona o atracadouro, que, segundo os ribeirinhos locais e um guarda vida, a profundidade chega a mais de 15 metros.

Na hora do acontecido uma pessoa que estava em uma lancha também gritou por socorro aos salva vidas que estavam a mais de 50 metros de distância e o irmão do jovem saiu correndo desesperado e caiu na água, mais, sem a perícia e o treinamento necessário para efetivar o salvamento, não conseguiu ajudar ao irmão. Sem ver condições para ao menos tentar achar o corpo saiu em dispara em uma moto na tentativa de achar um mergulhador para resgatar o corpo, pois não percebia-se a continuação do trabalho dos guarda vidas quando já se passavam mais de 10 minutos.

Os guardas vida ainda vieram na tentativa de prestar algum socorro que, sem sucesso, acabaram por voltar as atividades normais. Porém, a persistência de um dos guarda vida fez a diferença quando, após mais de 40 minutos e de forma insistente por vários mergulhos, acabou por achar o corpo que ficou em águas remansosas e assim, após a retirada do corpo da água, teve os primeiros cuidados ainda na prainha sob a atenção e os olhares de várias pessoas quando, uma senhora aparentando ser médica, fez alguns procedimentos e constatou que o corpo já estava sem vida. Triste.

O que mais chamou a atenção, além do fato trágico, e foi muito comentado, é a falta de aparelhos de equipamentos de oxigênio para mergulho e, segundo alguns que estavam alí presente, disseram que a solicitação já havia sido feita a prefeitura local que não deu a importância devida e nem a atenção merecida  para a aquisição de tais equipamentos que, em tese, no fato acontecido, poderia vir a salvar a vida do jovem que acabou por falecer.

Outro fato que foi notado foi a demora da equipe do hospital que, se quer, uma ambulância chegou para prestar alguma ajuda ao caso ou a qualquer um que estivesse vulnerável a algum transtorno emocional, o que é muito comum. Piranhas precisa rever essas situações. Muita propaganda e pouco assistencialismo nesse sentido. Também percebeu-se que, a placa de identificação de perigo não é mais vista (?).

A barraca onde funciona o posto de atenção dos guarda vida fica no outro extremo onde se deu o acontecimento e apenas quatro homens para uma população de banhistas de mais de 200 pessoas. Fica a pergunta: porque os guarda vidas não são distribuídos em pontos estratégicos e assim garantir uma melhor vigilância no local com vista a segurança dos banhistas onde a maioria são de crianças? Outra que se faz interessante: quantos mais terão que morrer para que se dê a atenção necessária da aquisição dos equipamentos de mergulho e um maior treinamento desses profissionais?

No bar Canoa de Tolda, onde ficou os seus pertences, uma áurea de tristeza pairou no local entre as pessoas que estavam fazendo uso do local e logo percebeu-se, aos poucos, que as mesas foram ficando vazias e era visto que alguns chamavam para se a tristeza daquela hora quando da dor do irmão que ficou ali na esperança de algum milagre acontecer. É a dor da despedida brutal que nos deixa pequeno perante as situações e maneiras como nossos entes nos são arrancados num piscar de olhos.

Justamente nessa época do ano quando o fluxo de turistas aumentam consideravelmente na cidade de Piranhas por ocasião das festividades de carnaval e também dos atrativos que a cidade vem oferecendo nesse período. Lamentável o investimento na beleza do local quando a segurança dos banhistas não fazem parte dessa estrutura que também é investimento. É algo para se pensar, pois uma vida poderia ter sido salva, como bem disse um dos guarda vida, se houvesse o equipamento.

Para se ter uma ideia do perigo constante para os banhistas basta observar que o banho é permitido apenas a menos de 2 metros da beira do rio devido a profundidade que é sentida já na beirada. É um fato que, por se só, já é merecedor de grande atenção e preocupação. Vimos que vários turistas estrangeiros estavam no local fazendo uso do banho no rio São Francisco. É preciso rever a todas as situações que deixam os banhistas vulneráveis. Vejamos.

A notícia sensacional não nos interessa, contudo, nesse caso, temos o maior interesse em publicar com uma postura de análise por acharmos que o interessante é mostrarmos pontos de reflexão e entendimento da situação. Não somos sensacional, somos a notícia comentada e analisada.

Fica aqui a nossa contribuição do ponto de vista da informação e protesto pelo exacerbada falha dos administradores do local onde a população se manifestou também indignada pela falha. Exclusiva.

Todas as fotos são do dia do acontecimento e foram tiradas pelo Revista Canindé.

Adeval Marques para  
www.gazetadepropria.blogspot.com

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