Aracaju terá maior rodovia urbana do NE


O secretário da Comunicação, Carlos Batalha, explica projetos encaminhados à Câmara de Aracaju.

Nesta segunda, 4 de fevereiro, a Câmara de Vereadores de Aracaju dará prosseguimento à sessão extraordinária dos 12 projetos que o executivo municipal colocou para votação.  A grande polêmica causada foi com relação à reforma administrativa, com as supostas secretarias que estão sendo criadas, e aos empréstimos de US$ 60 milhões e R$ 20 milhões. Mas de acordo com o secretário de Comunicação Carlos Batalha, os recursos serão destinados a investimentos importantes e vitais ao crescimento da cidade.

A gestão anterior era composta por 13 secretarias, uma superintendência – a SMTT (Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito), duas empresas municipais – Emsurb   (Empresa Municipal de Serviços Urbanos) e Emurb (Empresa Municipal de Obras e Urbanização), duas Fundações – Fundat (Fundação Municipal do Trabalho) e Funcaju (Fundação Municipal de Cultura e Turismo) e a Procuradoria do Município.
Foto: Silvio Rocha


Agora, na nova reforma administrativa, apenas uma secretaria foi criada, a do Meio Ambiente. “Esta secretaria foi criada pela importância e atenção especial que este setor deve ter. Sou um defensor de vários segmentos, mas quando se refere ao meio ambiente, sou um dos primeiros a defender a natureza. Pois é dela que dependemos para sobreviver. É preciso alinhar o desenvolvimento de uma cidade, a preservação do habitat natural. Por isso, estou agora cumprindo um compromisso de campanha. Além do que,  Aracaju é,  se não estou enganado, a única capital do Brasil que não possuía esta secretaria”, afirma o prefeito João Alves Filho.

O prefeito de Aracaju ressalta ainda que a Secretaria de Meio Ambiente irá produzir lucros para o município, porque antes apenas a Adema (Administração Estadual do Meio Ambiente) possuía a responsabilidade de liberar licenciamentos ambientais, mas agora o município de Aracaju, se aprovado o projeto hoje, passará a fornecer estas licenças, que são pagas.

Para o secretário de Comunicação Carlos Batalha, “com a reforma administrativa, haverá como melhor atender às necessidades da população e garantir a atuação efetiva em áreas até então desassistidas pelo poder municipal”, garantiu.

Reforma administrativa 

A Emurb e a Funcaju serão transformadas em secretarias. “A Emurb será transformada em Secretaria de Infraestrutura, porque além de representar maior poder e importância terá condições de obter recursos através de convênios com o Ministério das Cidades e do PAC. E o secretário será o atual presidente da empresa, que é Luiz Durval. Já a Funcaju foi transformada na Secretaria de Cultura, pois a preocupação do prefeito João Alves Filho é que a área cultural seja realmente assistida de investimentos, com o pleito de verbas e a formação de convênios, área que o atual prefeito, na época em que foi governador, sempre valorizou, a exemplo da galeria da Orla da Atalaia, do Centro de Criatividade e da antiga Rua 24horas que abrigava um centro de cultura e turismo”, garantiu Batalha.

A Secretaria de Defesa Social é uma pasta já criada na gestão na passada. O projeto para a criação foi aprovado em março de 2012, na câmara de vereadores, mas somente em agosto do mesmo ano o secretário foi empossado. A demora se deu, porque o antigo gestor aguardou a criação de um plano nacional para servir de parâmetro para as atividades da secretaria. O objetivo da pasta seria cuidar para a prevenção de catástrofes naturais, com a criação do projeto do Governo Federal.

“No entanto, agora esta secretaria irá incorporar outras atividades, além da Defesa Civil. Esta  pasta garantirá o direito do cidadão de uma forma ampla, ou seja, entra em prática o Direito do Consumidor, a SMTT, a Guarda Municipal, por isso, se chamará Defesa Social e Cidadania”, informou Carlos Batalha.

A Secretaria de Participação Popular será transformada em Articulação Política, ocupada pelo ex-vereador Juvêncio Oliveira.  A Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo substituirá a secretaria chefe de Gabinete. “A substituição se dá pela importância de três atividades essenciais para o crescimento de uma cidade. Além disso, o turismo é a indústria que mais cresce no mundo, e o melhor, sem poluição como as tradicionais faziam  em excesso antigamente. É muito importante destacar também, que é primordial o diálogo de empresários e da classe comerciária com a gestão municipal. Por isso, não podia, de forma alguma esquecer este segmento”, assevera João Alves Filho.

Empréstimos


Dentro dos 12 projetos do poder executivo, estão dois que solicitam empréstimo para melhorias da cidade. Um no valor de US$ 60 milhões e outro no valor de R$ 20 milhões. O de 60 milhões de dólares, pouco mais de R$ 120 milhões, servirá para investir na maior avenida que Aracaju terá. Serão 28 km da divisa Aracaju- Nossa Senhora do Socorro que irão até a Zona de Expansão de Aracaju.

“Esta avenida será um alívio para mobilidade da capital. Ela começará paralelamente à Avenida Euclides  Figueiredo, cortando 22 bairros, beneficiando cerca de 280 mil pessoas com o surgimento de várias avenidas dando acessos a esta nova rodovia que estamos chamando de Perimetral Oeste, que no seu prolongamento passará por trás do Centro Administrativo, terminal rodoviário, conjuntos Santa Lúcia, Jk , Sol Nascente e Orlando Dantas, cortando o Bairro Santa Maria, até chegar a zona de expansão. Além do mais, a nova rodovia abrirá acesso direto, livre e sem engarrafamentos dos bairros beneficiados com o Hospital João Alves Filho. Serão duas pistas de rolamento com três vias para carros, canteiro central e ciclovia”, informa o secretário de Comunicação.

O empréstimo referente aos R$ 20 milhões servirá para a Guarda Municipal. “O destino desta verba é para a compra de veículos, armamentos, além dos investimentos em fiscalização eletrônica nas ruas de Aracaju, inclusive com sistema sonoro, avisando aos motoristas algumas das infrações cometidas”, afirma Batalha.

O prefeito de Aracaju, garante que irá convocar 180 excedentes da Guarda imediatamente e abrirá concurso para mais 500 pessoas. Assim, a corporação terá 1 000 homens e mulheres protegendo a população e os prédios públicos.

Redução de gastos


Dentro da reforma administrativa está a criação da Central de Compras, que deverá proporcionar uma economia anual de custeio entre 10 e 20%, o que representa um valor em torno de R$ 100 milhões. Serão extintos também cerca de 300 cargos irregulares que eram utilizados para apadrinhamento político.

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