Terceirizados da OI paralisam atividades em Sergipe


Categoria garante que a paralisação é por tempo indeterminado

Terceirizados que trabalham no suporte Velox estão de braços cruzados (Fotos: Portal Infonet)
Terceirizados da empresa RM Telecom, da Oi Telecomunicações paralisaram as atividades por tempo indeterminado. Os trabalhadores realizaram um ato na porta da empresa na manhã desta quarta-feira, dia 16, e garantem que só retornam ao trabalho após um posicionamento satisfatório por parte da direção da empresa.
Os funcionários que trabalham no suporte Velox reivindicam equiparação salarial com relação ao pessoal que trabaha no suporte de dados. Segundo a presidente do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Sergipe, (Sinttel) em Sergipe, Iaraci Maria Silva, os terceirizados estão paralisados desde a última terça-feira, dia 15.
“Eles estão reivindicando uma equiparação salarial com o pessoal de dados. Hoje o pessoal de Velox recebe R$ 721 reais e de dados R$ 1,225 reais. O pessoal de dados é aqueles de manutenção das redes de hospital, centros maiores e o pessoal de velox é o da internet, residência. O que vai acontecer? A população que vai sofrer sem velox e sem internet. Tenho certeza que se continuar do jeito que está, muitos assinantes vão ter que migrar para outra operadora”, conta.
Dos 27 funcionários que trabalham no suporte velox, 23 aderiram à paralisação segundo garantiu a representante da categoria, Iaraci Silva. “A paralisação é por tempo indeterminado até que a direção venha, reconheça que a categoria precisa do salário digno ou então que ela volte na produção. Eles estão recebendo o salário seco, quer dizer além de estarem defasados no salário, eles cortaram a produção que era o que mais eles recebiam e era mais que o salário”, afirma.
RM Telecom
A equipe do Portal Infonet conversou com a gerente de Recursos Humanos da Oi Telecomunicações Bahia/Sergipe, Luciana Gomes, que informou que não existe greve nem paralisação e as operações estão funcionando normalmente.
Quanto à equiparação salarial solicitada pela categoria, Luciana Gomes esclareceu que a empresa não divulga informações relacionadas à questão salarial.
Por Aisla Vasconcelos/Infonet

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