Resultado do XXVI Concurso de Poesia Falada de Propriá - SE

1º Colocado - Rústico Polido - 
Euvaldo Lima dos Reis (Kaippe)
Em uma noite emocionante, foi realizado nesta quarta-feira, (23), o concurso de poesia falada, "Gumercindo Ferreira Batista", marcando mais uma programação do XXVI Encontro Cultural de Propriá. Para escolher os ganhadores, a Prefeitura, através da Diretoria Municipal de Cultura selecionou 10 trabalhos.


O vencedor foi Euvaldo Lima dos Reis, com o poema, “Rústico Político”, faturou um prêmio de R$ 1200, o segundo lugar e o melhor intérprete foi conquistado por João Carlos Gomes da Paixão, autor da poesia “Cheiro de Lince: Labirinto” e ganhou um valor de R$ 1000. O terceiro lugar ficou com João Ancelmo Aragão e a poesia Amor de Espera. O prêmio foi de R$ 500.
2º Colocado e Melhor Interprete Cheiro de Lince: Labirinto
João Carlos Gomes da Paixão
De acordo com o prefeito José Américo Lima, com a realização da festa do Bom Jesus dos Navegantes e Encontro Cultural, Propriá reassume o compromisso com a cultura popular do Estado. “Seja através das apresentações artísticas e culturais ou deste concurso de poesia falada, esta cidade é um celeiro de grandes mestres nas artes”, afirmou Américo.
3º Colocado - Amor de Espera José Ancelmo Aragão
Ganhador do Celular, oferecido pelas Lojas Maias Magazine Luiza
O diretor municipal de Cultura, José Alberto Amorim, agradeceu ao prefeito José Américo e à equipe de trabalho empenhada na realização do concurso de poesia falada Gumercindo Ferreira Batista. “O resgate deste encontro representa o estímulo à produção poética, artística e cultural nesta cidade e em todo o Estado. Por este motivo, é que neste momento quero agradecer o empenho do prefeito José Américo Lima e à toda equipe da Prefeitura, que se empenhou na realização deste concurso tão brilhante”, acrescentou Amorim.


Esta foi a poesia vencedora;

Rústico Polido

Procurando conceituar o meu pai
Percebi um tesouro rústico polido
Alma límpida de couro surrado
Horas cego, horas mudo, vivido.

Revivi sua ingenuidade impar
Hoje, incomum em criança ou ancião.
Sua beleza no cumprir das tarefas
Eternizando a mudez da resignação

As asas que davas aos velhos costumes,
O respeito à sabedoria divina ou popular
A pureza erguida no gesto de cada ação
Que minha geração só houve falar.

A lisura no exercício do seu oficio
Num tempo difícil, cheio de prova
Onde palavra tinha peso cartorial
E segredo se levava para cova.

O sorriso verdejante ao crepúsculo
Dava vida ao seu jeito sem jeito de brincar
Sua alegria em nos vê no curral
Há! E sua toada como canção de ninar.

A valorização as coisas do sertão
Seu jeito único, sua ingenuidade
A inquietação do olho de sua alma
Na dor da dor da orfandade.

Um livro em parábolas arcaicas
Algumas ainda não entendidas,
Poesia sublime, centelha divina,
Conceitos de vida que meu deu vida.


Euvaldo Lima dos Reis (Kaippe)







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