“GOVERNADOR, É HORA DE CALÇAR A SANDÁLIA DA HUMILDADE”, AFIRMA EDUARDO AMORIM

Sandália da Humildade

“Mesmo tomando pancadas e chicotadas, não podemos perder os nossos valores”, diz Amorim.

O senador Eduardo Amorim (PSC), que sempre se manteve tranqüilo durante as entrevistas concedidas, na manhã desta quinta-feira (06), a situação não foi a mesma. Amorim que sempre se mostrou apaziguador, hoje respondeu ao governo no mesmo tom de voz, inclusive convidou Déda para calçar a sandália da humildade. O senador reclamou da maneira como o governo do estado conduziu as negociações para a votação do pedido de empréstimos. “A coisa não pode vir de cima para baixo. Ou você faz ou você apanha. Porque não conversou?”.
Após a rejeição do pedido de empréstimo solicitado pelo governo do estado na ordem de R$ 720 milhões, através de uma linha de credito oferecido pelo governo federal e rejeitado por maioria na Assembléia Legislativa nesta quinta, o clima entre parlamentares da situação e oposição, chegou ao limite.

Assim que a presidente da AL anunciou a rejeição do projeto, o ex-lider do governo bastante irritado, chegou a discutir com um parlamentar da oposição. Nesse momento, Gualberto disse que o senador Eduardo Amorim era o responsável pela derrota do governo na AL. “O responsável por isso é o senador Eduardo Amorim. O mentor da perversidade contra o povo sergipano foi justamente o senador Eduardo Amorim. Ele acaba de fazer a maior bobagem política da história. É um senador que não tem vida longa na política”, desabafou Gualberto, afirmando que não votou e não pediu votos ao senador.

Na manha desta quinta, o senador Eduardo Amorim negou que tenha induzido os deputados a rejeitarem o projeto. Segundo Eduardo, o que faltou foi diálogo.  “O governo tem uma atitude imperialista. Ele não dialoga. Não há dialogo, ou você faz ou apanha. E não é assim que funciona a coisa. Volto a repetir, não houve nenhum tipo de entendimento, o que houve foi muita pancadaria, muitas ofensas. Faça do jeito que eu mando e pronto. A coisa não é assim que funciona”, disse Eduardo Amorim.

O que se notou na entrevista de hoje, foi um outro timbre de voz. De maneira mais firme, o senador afirma que o governo tem uma divida de dois bilhões e meio e que com o novo empréstimo, o estado poderia ficar inviável. “Emprestado não é dado. Tomou emprestado tem que pagar. Alem disso quem empresta quer ter lucro. Alem disso seria uma divida que se arrastaria pelos próximos trinta anos. O sinal amarelo já está ligado. Nós só temos duas empresas, a Deso e o Banese e se precisasse vender as duas não daria para pagar. Portanto não podemos arriscar”, explica o senador.

Para Eduardo, a não aprovação do projeto, foi uma atitude “responsável dos deputados”. “Não se pode colocar os problemas em baixo do tapete. Não se pode dar um cheque em branco. Onde foram gastos o um bilhão e pouco que esse governo já tomou emprestado. Onde estão as obras. Porque as grandes obras realizadas no estado foram com verbas de emendas. O problema é que estão acostumados a mandar. Parece que só eles tem razão. O dialogo é cimento de qualquer ligação”, disse.

Ao tomar conhecimento das declarações feitas pelos deputados Francisco Gualberto e Ana Lúcia, ambos do PT, que disseram ontem na AL, que não haviam votado em seu nome para o senado, Eduardo Amorim questionou: “quem é que foi traído?, para mim foi uma surpresa. Eu acreditava na palavra dele. Fomos enganados. Foi uma decepção, até porque eu votei no candidato dele, daí a gente vai entendendo que muitos não votaram. Mesmo tomando pancadas e chicotadas, não podemos perder os nossos valores”, comentou o senador.

Ao final da entrevista que concedeu ao programa jornal da Ilha, Eduardo Amorim convidou o governador Marcelo Déda para ir a Brasília em busca de liberação de emendas. Segundo Eduardo, “o governador precisa fazer o que o vice Jackson Barreto fez quando assumiu o governo. Ele esteve em Brasília em busca de recursos. É isso que ele precisa fazer e não arrumar mais dividas”, disse Eduardo sugerindo que o governador “calce a sandália da humildade” e vá a Brasília em busca de verbas. “É hora de calçar a sandália da humildade. Conte comigo sempre para ajudar em Brasília, na liberação de emendas”.



Munir Darrage
Faxaju

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