Acusado de assassinar criança em Capela já está preso


Diego dos Santos vai responder ao crime de latrocínio
Diego dos Santos 'Caía' e Alípio Martinho dos Santos 'Lipinho' (Foto: SSP/SE)
“Eu só posso alegar a barbaridade porque a subtração do dinheiro já tinha sido feita. Então se as pessoas se assustaram com a presença deles, bastava eles subirem na moto e efetuar a fuga. Eles continuaram atirando, Brena apareceu no meio do caminho e foi assassinada”. Foi essa a resposta do delegado de Capela, Rodrigo Espinheira, responsável pelas investigações, ao ser questionado pela imprensa sobre a motivação do crime que vitimou a pequena Brena dos Santos, de nove anos, assassinada em Capela. Os detalhes sobre a prisão dos acusados foram repassados à imprensa na manhã desta sexta-feira, dia 6.

Segundo o delegado, o crime foi cometido pelo acusado Diego dos Santos, mais conhecido como ‘Caía’ que contou com a participação do comparsa Alípio Martinho dos Santos, o 'Lipinho'. A criança foi morta no dia 29 de maio deste ano, com um tiro no torax durante um assalto a uma mercearia do povoado Miranda, localizado no município de Capela. Além de Brena, outras vítimas também foram baleadas.
O delegado de Capela, Rodrigo Espinheira, conta que a jovem brincava na rua no momento em que houve o assalto. “Quando estavam fazendo o assalto, uma mulher chegou à porta da mercearia com uma bolsa de moedas, e ele [Caía] pensou que fosse uma arma e ficou nervoso, começando a atirar. Todo mundo correu, as duas vítimas que estavam na mercearia também, e quando chegaram na rua haviam crianças brincando. Elas correram só que a Brena ficou meio assustada e parada. Elas pegaram Brena e levaram para se esconder no banheiro. Lá dentro uma vítima chegou pra outra e disse que tinha sido atingida no seio e no queixo e estava sangrando. Brena viu e se assustou, abriu a porta e correu. Foi aí que ela deu de cara com o ‘Caia’ que atirou no tórax dela”, explica o delegado.
Delegado de Capela, Rodrigo Espinheira
Ainda segundo ele, a prisão ocorreu na última quinta-feira, dia 5, sendo que os acusados não esboçaram qualquer reação. “Eles foram reconhecidos após depoimento de testemunhas que detalharam a participação de cada um no assalto. A prisão de Diego ocorreu quando ele estava no Fórum para responder a um processo criminal em Dores, e aí os servidores identificaram que tinha um mandado de prisão em aberto contra ele, contactaram os policiais de Dores que efetuaram a prisão. Já Lipinho foi preso em casa”, conta.
No momento do interrogatório, os acusados ficaram em silêncio. Eles vão responder ao crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Se condenados, poderão pegar de 20 a 30 anos de prisão.
Por Aisla Vasconcelos

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