Vereadores de Maceió não recebiam salário


Câmara Municipal vive impasse sobre número de cadeiras em disputa
Felipe Farias - Gazeta de Alagoas
Na época em que assumiu seu primeiro mandato, em 1966, Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca, recorda que a Câmara de Maceió – então com 150 mil habitantes – tinha doze vereadores.

No começo da Ditadura Militar, período em que a representação política era restrita ao bipartidarismo, sete vereadores eram filiados à Arena (Aliança Renovadora Nacional, governista) e cinco ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro, de oposição).

E nenhum deles recebia salários. Não por opção – é que, na época, o cargo não era remunerado.

O deputado estadual Judson Cabral (PT) lembra também que o saudoso médico, ex-secretário e acadêmico Ib Gatto Falcão costumava relatar suas passagens pela política de Alagoas, na qual foi igualmente vereador na capital.

“Ele dizia que o vereador daquela época, décadas de 1940, 50, tinha apenas uma carteirinha que lhe dava direito a andar nos bondes. E só”.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral do TRE de Alagoas, Luciano Guimarães Matta, acrescenta outro personagem histórico: Pedro Camucé, irmão do ex-governador Muniz Falcão.

“Ele ia para a Câmara de bicicleta, a exemplo do que faziam muitas outras pessoas da cidade para ir ao trabalho. Era uma época em que havia um ideal; em que os representantes da comunidade estavam lá para prestar um serviço a ela”.

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