Reféns são libertados e dois homens presos em Umbaúba


Sequestro, que durou cerca de seis horas, terminou de noite
Por Monique Garcez e Raquel Almeida/:Infonet
Rendição ocorreu no início da noite (Foto: Reprodução da filmagem da TV Sergipe)
Caminhonete foi alvejada pela polícia durante troca de tiros (Fotos: Monique Garcez/ Portal Infonet)
Suspeitos foram levados ao Cope
Nesta segunda-feira, 3, a cidade de Umbaúba parou para acompanhar a história de uma família que foi feita refém em sua própria residência. Na ocasião oito pessoas foram mantidas em cárcere privado por dois homens portando arma de fogo. A ação durou cerca de seis horas, e só acabou no momento em que os suspeitos se entregaram e foram levados pela polícia ao Comando de Operações Especiais (Cope).
Tudo começou quando suspeitos roubaram uma caminhonete para, posteriormente, tentar assaltar uma agência bancária local. Em meio ao trajeto até o lugar do assalto, os suspeitos foram surpreendidos por policiais em viaturas, houve uma troca de tiros na qual, no mínimo, um dos homens ficou ferido, e finalmente a caminhonete bateu no meio fio. Foi neste momento que alguns dos suspeitos fugiram e dois deles entraram em uma casa localizada no Centro da cidade, para tentar se esconder da polícia.
As informações, passadas por policiais que se encontravam na cidade era de que os demais suspeitos ainda utilizaram mais dois carros, um Celta e uma Frontier de cor prata, que posteriormente foram encontradas em região próxima a cidade.
Sequestro
O cárcere privado começou por volta das 12h, e, desde o início, a casa utilizada como esconderijo pelos bandidos foi cercada por profissionais de diversos setores da polícia.
Para se entregarem, os suspeitos fizeram algumas exigências, a exemplo da presença de profissionais de imprensa, de uma equipe médica, e ainda de um juiz e um advogado. Exigências cumpridas, os suspeitos continuaram dentro da residência, mas constantemente mantendo contato com um negociador da polícia.
Um dos filhos do casal, proprietário da residência que estava em poder dos suspeitos, conversou com a equipe do Portal Infonet enquanto o sequestro não acabava. Ele falou que, de acordo com informações de sua irmã, que viu a movimentação dos dois homens, eles tentaram roubar outro carro para tentar empreender fuga. Porém, sem obterem sucesso, forçaram a entrada na casa de seus pais para se esconderem.
Um dos suspeitos estava ferido
Liberação
Os primeiros reféns foram liberados cerca de três horas após o início do sequestro, sendo eles duas crianças, uma de colo, outra de 11 anos e uma mulher de 25 anos. Elas foram recebidas pela polícia, e, momentos depois a mulher foi levada até a delegacia local para prestar depoimento.
Com a saída delas, uma equipe médica entrou na residência para prestar atendimento a um dos suspeitos que foi alvejado durante a troca de tiros com a polícia.
Desfecho
Equipe médica foi exigência dos suspeitos
Ao entardecer desta segunda-feira, começaram as movimentações para tentar dar um desfecho ao sequestro, que, até o momento já durava quase seis horas. Na ocasião, o secretário de Segurança Pública, João Eloy, e um juiz da comarca local vestiram coletes à prova de balas. Além disso, podia ser vista a movimentação de policiais do Comando de Operações Especiais (COE), que colocavam todas as armas na parte traseira de uma das caminhonetes da polícia.
Depois disso, não demorou muito para que os suspeitos se entregassem. Logo após o sol se pôr, a ação começou, os dois homens se renderam, e deram fim ao cárcere.
Alívio
Polícia negociou diversas vezes com suspeitos
Para os membros da família que foi sequestrada, depois de tudo só restou o alívio. A pequena Amanda, uma das primeiras a ser libertada pelos suspeitos, contou que ficou com muito medo.
Já a senhora Josefa da Cruz contou que a todo o momento pensava que ela e sua família poderiam ser mortas pelos suspeitos. “Eu só lembrava das cenas de filmes que passavam na televisão. Eu, que vou fazer 60 anos e nunca vi nem ladrão correndo aqui, passei por isso. Mas, graças a Deus, agora que tudo acabou ficou o alívio”, revela.
Ela ainda conta de que forma os homens agiram dentro de sua casa. “Eles me abraçavam e diziam que queriam paz, mas não fizeram nada de mal a mim e a minha filha”, recorda Josefa.
Policial do COE saindo da casa após fim do cárcere
Seu esposo, Alberto Martins, também afirmou que não esperava passar por uma situação como essa. “Nunca esperava que fossemos passar por um sufoco desses. Eu estava com o portão meio aberto, e quando fui fechar, ele [o suspeito] veio e não teve mais jeito de trancar. Aí eles entraram e mandaram que ficássemos calmos. Mas não foi fácil. Eu, que tenho 70 anos, nunca levei um susto desses”, expõe.
Já Michele Cruz, que também foi libertada após as primeiras horas de cárcere, contou que chegou a conversar com os suspeitos. “Eu dizia: ‘calma moço, calma’, e um deles falava que queria só um lugar para esconder. Ele até me deu a arma para eu segurar, mas eu não quis”, relembra.
Josefa ficou assustada com ação
Michele ainda descreveu outros momentos em que passou ao lado dos suspeitos. “Teve um momento que um deles disse que nunca tinha feito isso, e que tinha sido um erro. E eu respondi: ‘Olhe o que vocês fizeram, e o prejuízo que causaram. É isso que vocês querem da sua vida?’, e então nós conversamos, e um deles disse que não faria mal ao bebê porque era pai e tinha sete filhos”, narra, acrescentando que em nenhum momento sua família foi alvo dos revólveres.
Operação
Alberto estava na frente da casa no momento em que os suspeitos entraram
Secretário acompanhou operação policial
Poucos minutos após o fim do cárcere, o secretário João Eloy relatou que a operação foi um sucesso. “Graças a Deus o nosso pessoal da polícia militar, do COE e do COPE agiu nesse tipo de situação, e foi um sucesso. Primeiramente foi Deus quem protegeu essa família, e depois foi a ação da polícia militar que foi bem sucedida”, relata.
A respeito das investigações, o secretário afirmou que estas vão começar a partir de agora.”Vamos levar o caso ao COPE, junto a divisão de inteligência e a coordenadoria do interior”, complementa.
Por Monique Garcez e Raquel Almeida

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