Polícia Civil apresenta homem acusado de 100 homicídios



Assessoria
Acusado cobrava R$ 1.000 para cometer os assassinatos
A Polícia apresentou em entrevista coletiva, na manhã desta quinta-feira (20), detalhes sobre a prisão de José Cícero Dionísio dos Santos, 30, conhecido como “Negão da 12”, e Mateus Souza, 19, presos ontem, na cidade de Passo do Camaragibe, litoral Norte de Alagoas.
Durante a coletiva, o delegado-geral, Paulo Cerqueira, mais uma vez ressaltou a importância do trabalho integrado entre as polícias estaduais. “A sociedade já sente o reflexo desta integração das nossas polícias e em razão do trabalho conjunto conseguimos tirar das ruas mais dois criminosos”, afirmou.
De acordo com o delegado Carlos Reis, diretor do DPJM, o Plano Brasil Mais Seguro -Alagoas, criou como meta de gestão elucidar todos os homicídios, em ação conjunta da Polícia Civil, Militar e Força Nacional.
Na ação policial da litoral Norte, os dois acusados foram autuados em flagrante por roubo majorado e sequestro, pelo delegado Antonio Henrique, de Passo de Camaragibe, após serem abordados por equipes do 6º batalhão da Polícia Militar, durante uma operação de saturação realizada na rodovia.
Na abordagem, a polícia descobriu que os acusados estavam de posse de três armas e que tinham sequestrado e roubado o carro de um adolescente em Messias, durante a madrugada na Fazenda Esperança.
Após investigações, a Polícia Civil descobriu que Dionísio dos Santos já responde a diversos processos por homicídios no Benedito Bentes, furtos e sequestros e que inclusive já fugiu do sistema prisional alagoano por três vezes.
Segundo Carlos Reis, em depoimento colhido em áudio e vídeo no DPJM, e divulgado à imprensa durante a coletiva, Dionísio dos Santos assumiu a morte de cerca de 100 pessoas. “Somente no conjunto Carminha, ele afirmou que deixou um corpo em cada esquina, chegando a 60 homicídios”, afirmou.
Com “Negão da 12” e Mateus Souza foram encontradas duas espingardas calibre 12 (de fabricação artesanal), três cartuchos do mesmo calibre, uma faca, alicate e chave de fenda. Mas “Negão da 12” possuía cerca de 20 armas, sendo: uma pistola calibre 9 milímetros; seis revolveres, calibre 38; duas espingardas calibre 12; três calibre 28; duas calibre 20, 4 espingardas, conhecida como “Soca Tempero”, duas espingardas 12, de fabricação artesanal e um rifle, calibre 44.
Ainda segundo o depoimento, “Negão da 12” foi contratado por traficantes conhecidos como “Chiquinho” e “Pedro” do Morro do Chapadão, no Rio de Janeiro, para ser soldado na guerra do tráfico carioca.
A polícia civil informou ainda que, durante a última fuga de Dionísio dos Santos, também escapou do sistema prisional, José Antonio Ferreira dos Santos, conhecido como “Nego Dé” ou “Chocolate”, acusado de cerca de 20 homicídios no Village Campestre e região.
O delegado solicitou ainda que quem tiver informações sobre o “Nego Dé”, que possam ajudar na localização do criminoso, ligue para o disque denuncia: 181. O sigilo é garantido.
Ainda participaram da apresentação do delegado Robervaldo Davino, diretor do DPJA-1 e o coronel PM, Lima Junior, comandante do 6º batalhão da PM.
por Assessoria - PC/AL

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