Acusado de espancamento é indiciado


Estudante Adriano Ballack vai responder por tentativa de homicídio por agredir servidor público.

Por: Paulo Rolemberg/ Equipe JcShare on emailA Polícia Civil indiciou, por tentativa de homicídio, o estudante Adriano Ribeiro Silva, 25 anos, conhecido como “Adriano Ballack”, acusado de agredir fisicamente o funcionário público José Hunaldo Nascimento Pereira. O fato ocorreu na tarde do último dia 18 de novembro, no condomínio Mar Egeu, bairro Coroa do Meio, zona sul da capital. A confusão teria sido iniciada após a vítima ter questionado o suspeito pelo mesmo está trafegando com o carro, em alta velocidade, dentro da área do condomínio. O inquérito foi encaminhado para 5ª Vara Criminal.
 
Adriano Ballack
A delegada Maria Zulnaira, responsável pelo inquérito, informou que os depoimentos de testemunhas e as provas dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) apontam para o indiciamento de tentativa de homicídio. “A prova mais contundente que nós temos é o próprio corpo da vítima, porque ninguém com um soco no rosto cai no chão e quebra a costela. Foi então que levou ao meu entendimento que foi tentativa de homicídio. Porque se a pessoa está desmaiada vai golpear mais, é porque quer matar”, afirmou ela.
 
Nos depoimentos colhidos junto as testemunhas, a versão é que José Hunaldo participava de um churrasco com a família na área de lazer do condomínio, quando Adriano passou a trafegar no veículo modelo Citroen C3, cor preta, em alta velocidade dentro do condomínio, o que segundo amigos e familiares do funcionário público colocou em risco a vida de muitos moradores. O funcionário público, que trabalha no Pronese, junto com outro morador, foi questionar o jovem. Em seguida, iniciou uma discussão e depois a agressão. “Seu Hunaldo já tinha dito o que queria, quando deu as costas ele [Adriano] golpeou seu Hunaldo por trás. Isso é fato, a vítima já caiu desmaiada”, frisou Maria Zulnária. 
 
Adriano esteve na Delegacia de Turismo no último dia 26 de novembro. Ele afirmou que agiu em legítima defesa já que teria sido agredido por José Hunaldo, ainda dentro do carro, com um soco no peito. Segundo a delegada, o acusado entrou em muitas contradições durante o depoimento. O jovem contou ainda que após a confusão fugiu para casa dos pais, e que ficou recluso durante os dias antes de prestar depoimento à polícia. Ele também negou que é praticante de artes maciais como afirmou a família da vítima.
 
No depoimento, Adriano negou que tenha se envolvido em outros casos de violência, mas a polícia apurou que ele agrediu um homem com um soco no rosto no Réveillon de 2009, na orla da Atalaia. Durante a confusão, policiais militares lhe abordaram e ele informou que agrediu a pessoa porque estava tentando lhe roubar, porém na Delegacia foi constatado que ocorreu uma briga.
 
José Hunaldo se recupera em casa e passou por uma cirurgia buco maxilo facial para restaurar parte da mandíbula que foi quebrada em três partes. A vítima ainda perdeu quase todos os dentes
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