Militares envovidos em agressão e morte de sem-teto estão detidos


Quartel do Comando Geral da Polícia Militar de Alagoas
Os militares envolvidos na abordagem - e agressões - a elementos suspeitos no bairro do Trapiche, e na morte de um suposto morador de rua no bairro do Jaraguá estão detidos. As informações foram repassadas em nota à imprensa pela assessoria da Polícia Militar de Alagoas. Segue a nota na íntegra:
A Polícia Militar de Alagoas, por meio de sua Assessoria de Comunicação, por oportuno, vem a público esclarecer as providências adotadas relacionadas aos fatos veiculados na mídia local e nacional nesta última semana.
Destarte, com relação ao vídeo filmado por um cinegrafista amador divulgado na noite desta segunda-feira (26), onde oito policiais militares agridem cinco cidadãos durante uma abordagem, todos os policiais se apresentaram espontaneamente ao comando da Unidade onde fazem parte, assim que tiveram conhecimento da divulgação do vídeo. Sendo assim, foram todos imediatamente afastados das suas atribuições operacionais concernentes ao policiamento ostensivo, sendo designados a partir de então para o serviço administrativo.
As imagens foram encaminhadas à Corregedoria Geral da PMAL, que por sua vez ensejaram a abertura concomitante e independente de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e um Inquérito Policial Militar (IPM), os quais terão por objetivo avaliar a conduta dos policiais militares à luz do Regulamento Disciplinar da corporação, bem como do próprio Código Penal Militar Brasileiro.
No tocante ao episódio ocorrido nesta terça-feira (27), aonde em decorrência da reação de um cidadão mediante a abordagem policial perpetrada por uma guarnição da PMAL durante o atendimento de uma ocorrência, houve um disparo de arma de fogo, e como consequência este cidadão veio a falecer, surgiram novos fatos, os quais acarretaram na detenção administrativa dos componentes da guarnição por 72 horas para averiguação, conforme preconiza regulamento próprio da PMAL.
Também para este caso, a Corregedoria Geral adotará o mesmo posicionamento relacionado à abertura do PAD e do IPM de forma concomitante e independente.
Salienta-se, entretanto, que em ambos os casos, serão oferecidos aos policiais militares o direito à ampla defesa e ao contraditório mediante o devido processo legal, onde na oportunidade, todas as partes serão ouvidas com vistas a se adotar as medidas mais justas possíveis dentro do Estado Democrático de Direito que ora vige em nossa Nação Brasileira.
Outrossim, a Polícia Militar de Alagoas, uma corporação com 180 anos de história, alicerçada em seus pilares básicos, a hierarquia e a disciplina, alcançou ao longo dos anos o respeito e a confiança do povo alagoano, não admitindo ter seu nome maculado por conta de ações isoladas que não representam o comportamento de mais de 7.500 homens e mulheres que se esmeram e sacrificam diuturnamente em prol da paz e do bem estar de nossa sociedade.
Ademais, com a redemocratização do Brasil, principalmente após a promulgação da Magna Carta, em 05 de outubro de 1988, o policial militar alagoano é formado e orientado com base nos princípios que norteiam a filosofia da polícia cidadã, que cumpre e faz cumprir o pacto social celebrado na forma da legislação vigente e nos consagrados princípios inalienáveis dos direitos humanos.
Por fim, a Polícia Militar de Alagoas não coaduna com qualquer comportamento hostil adotado por parte do seu policial militar em desfavor do cidadão, o qual por certo, juramos defender.
Fonte: Assessoria PM

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